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26
Dez17

A desflorestação

Ricardo Jorge Pereira

Segundo a agência da Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura – a FAO –, desaparecem no mundo, todos os anos, cerca de 13 milhões de hectares de florestas (o equivalente à área ocupada por 40 campos de futebol a cada minuto que passa…).

As principais causas deste ‘desmatamento’ desenfreado são a agricultura intensiva1, a urbanização e o comércio de madeira.

São três as zonas consideradas preocupantes no que se refere à desflorestação: a ‘parte’ brasileira da floresta amazónica (recorde-se que a totalidade da área da Amazónia ascende a 500 milhões de hectares), a zona de Sudeste asiático e a da África Central.

Pelo que acaba por ser relativamente fácil identificar os “campeões” da desflorestação: o primeiro posto (destacadíssimo do segundo) é ocupado pelo Brasil, o segundo pela Indonésia (e sem esquecer a Malásia…), o terceiro pela Nigéria, o quarto pela Birmânia (ou Myanmar), o quinto pela Tanzânia e o sexto pertence ao Zimbabwe.

Ora, o ponto em comum para todas estas áreas onde ocorrem estes autênticos atentados (desde logo contra a fauna e a flora aí presentes) é o subdesenvolvimento.

São áreas em que a pobreza das ‘pessoas locais’ (os autóctones) é, muitas vezes, abjecta.

Pelo que são vulneráveis a um conjunto de movimentações políticas e económicas (a instalação de fábricas junto ao local onde vivem que trazem práticas nocivas para a saúde, por exemplo) e delas ficam, claro, dependentes e ‘reféns’.

Para além do mais, se a desflorestação continuar a este ritmo, as florestas tropicais desaparecerão da face da Terra dentro de 50/70 anos.

E, então, ricos e pobres sofrerão as consequências (mas é evidente que o leque de opções dos ricos será sempre maior…).

 

 

1 Recordo-me de ter lido não há muito tempo que os próprios habitantes de uma aldeia localizada na Indonésia (creio que na ilha de Bornéu) cortaram (ou, melhor, dizimaram) parte da floresta que rodeava a aldeia para terem espaço para plantar palmeiras de que se extrairia, depois, óleo de palma – essencial para a produção de, por exemplo, óleo para consumo doméstico e biocombustível. Destruiu-se, assim, o habitat de uma espécie animal em perigo de extinção: a dos orangotangos.

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