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10
Jul17

As alterações climáticas

Ricardo Jorge Pereira

O mês de Junho de 2017 foi, desde 1931, o 3.º mais seco mês de Junho em Portugal já que 80% do território português se encontrava caracterizado como estando em seca severa ou em seca extrema.

Na verdade, sempre existiram períodos de seca meteorológica no percurso histórico português.

Isso é indiscutível e não é assunto sobre o qual me interesse, agora, reflectir.

Interessa-me, sim, debruçar sobre o facto de aquele poder vir a ser (cada vez mais segundo a esmagadora maioria dos estudos científicos), um período com maior duração e com maiores consequências a diversos níveis como o consumo humano e o agrícola de alimentos e de água potável, por exemplo: a European Geosciences Union quantificou, entretanto, num relatório que publicou, que se as temperaturas do ar aumentassem, num futuro não muito distante, 1.5 graus centígrados, na região mediterrânica (em que se poderá ‘incluir’ Portugal), a disponibilidade de água potável iria diminuir 9%. E se, porventura, aumentassem 2 graus centígrados, aquela iria diminuir cerca de metade.

As questões a colocar não têm a ver, portanto, com a possibilidade de uma subida das temperaturas do ar.

Elas têm, sim, a ver com o facto de se perceber que níveis atingirão e quando é que isso irá acontecer.

Estas são, “apenas”, algumas das consequências de um fenómeno que se convencionou designar alterações climáticas.

Se, efectivamente, foi o ser humano que criou o ambiente propicio ao surgimento destas mudanças climáticas, é, também, o ser humano que tem que tentar atenuar as suas consequências.

Que aja.

Para bem de todos – dele próprio, dos animais e das plantas –, espero que consiga.

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