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04
Jan18

Burrice pura

Ricardo Jorge Pereira

«Extrema-burrice!».

Foi assim que o autor e escritor brasileiro Gregório Duvivier qualificou, no último festival Folio, a extrema-direita.

Ora, um dos postulados ‘preferidos’ desta é, precisamente, o que advoga a ‘pureza’ racial: só quem é ‘puro’ pode aspirar pertencer a uma suposta raça superior.

«O fim supremo do Estado racista deve ser o de velar pela conservação da raça primitiva, dispensadora de civilização, que constitui a beleza e o valor moral de uma humanidade superior», disse Adolf Hitler.

Recordo, desde já, que não existem raças: existe, apenas, uma raça que é a humana.

Mas recordo igualmente algumas palavras – que acho serem muito lúcidas – que foram proferidas pelo historiador João Gouveia Monteiro e que tão bem assentam a todos quantos se consideram racialmente puros sejam ingleses, alemães, suecos, noruegueses, norte-americanos, coreanos, dinamarqueses, polacos, holandeses, portugueses, chineses, cabo-verdianos ou japoneses, por exemplo.

«Eu, hoje, quando olho para um inglês (…) vejo o rosto de um saxão, com um cabelo de um dinamarquês. Se olhar para os pés se calhar vejo as sandálias de um romano. Não há nada em estado puro...».

Há muito que percebi isso.

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