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13
Out17

Defesa e civilização

Ricardo Jorge Pereira

O artista norte-americano Michael Murphy propôs, no passado ano de 2016, nos Estados Unidos da América – durante a convenção democrata em Philadelphia – o visionamento de um conjunto de esculturas suspensas.

Na verdade, como artista, propôs muito mais do que isso: que, através da arte, se reflectisse.

Ora, estabelecendo com a escultura «Identity Crisis»Crise de Identidade») uma clara associação/relação entre o país Estados Unidos da América e a posse de armas, não sei se o terá conseguido.

Estou a pensar no massacre que aconteceu, recentemente, em Las Vegas.

Destaco – do muito que se escreveu sobre esse acto e do que tive oportunidade de ler – um artigo assinado por Catherine Bennett com o título “After Vegas, why do we still treat the US as a civilised state?” que o jornal britânico The Guardian publicou, online, há alguns dias.

Escreveu a articulista, por exemplo, o seguinte: «O líder de um país que tolera 93 mortes diárias por causa de armas de fogo (…) não está, obviamente, em melhores condições do que a renegada Aung San Suu Kyi para dar lições no ‘campo’ dos direitos humanos ou no da segurança global».

Tento, ainda assim, ensaiar uma resposta à pergunta que Catherine Bennett escolheu para ‘ilustrar’ o seu artigo, «Por que é que, depois do que se passou em Las Vegas, continuamos a colocar os Estados Unidos da América entre os países civilizados?».

Para o fazer sirvo-me das palavras que José Mário Branco escreveu no seu magnífico texto (ou poema) “Inquietação”: «Porquê, não sei. Mas sei».

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