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17
Jan18

Diálogo, sempre - parte I

Ricardo Jorge Pereira

No dia em que se assinalam cinquenta e sete anos do assassinato do então primeiro-ministro do antigo Congo belga, Patrice Emery Lumumba, parece-me pertinente escrever sobre a necessidade da sã convivência.

Na política e não só.

Eis, de facto, algumas palavras que o sociólogo inglês Anthony Giddens escreveu em meados da década de 1990 na sua obra “Beyhond Left and Right. The Future of Radical Politics”: «Em cada circunstância social, é limitado o número das maneiras de lidar com os casos de confronto de valores. Uma dessas maneiras é através da segregação geográfica… Outra, de tipo mais activo, é através do êxodo… Uma terceira maneira de lidar com as diferenças entre indivíduos ou culturas é através do diálogo. Neste caso, o confronto de valores pode, em princípio, dar-se sob um signo positivo – ou seja, pode ser um meio de incrementar a comunicação e a autocompreensão. Por último, o confronto de valores pode ainda ser resolvido através do recurso à força ou à violência… Na sociedade globalizante [quereria dizer-se globalizada?] em que presentemente vivemos, duas destas quatro opções afiguram-se drasticamente reduzidas.».

Tenho, desde logo, muitas dúvidas quanto a considerar que o planeta acolhe, actualmente, uma só comunidade humana: apesar de eu não reprovar e, pelo contrário, incentivar o que acho serem as virtudes da globalização, continuo a achar que os vários ‘agrupamentos’ humanos da Terra são (ainda?) possuidores de características culturais e outras que impedem que se ‘unam’ como uma só sociedade no sentido em que o autor a entenderia.

Ou seja, como escreveu o escritor de origem libanesa Amin Maalouf no seu “um mundo sem regras”, são bastantes as «tribos planetárias que formam a humanidade, hoje».

Não consigo perceber, pois, quais as duas opções consideradas quase inviáveis no que respeita à forma como o autor entendia como modos possíveis de lidar com a diferença.

Seriam a violência e a segregação?

Basta, no entanto, que se recordem os acontecimentos passados nos Estados Unidos da América (na América, claro está), nos Balcãs (na Europa), no Ruanda (em África) e, mais recentemente, na Birmânia (ou Myanmar; na Ásia) para perceber, creio, que tais ‘episódios’ estão sempre a acontecer...

Sirvo-me, ainda, de tais palavras para dizer que, para mim, existe, apenas, uma hipótese válida (e verdadeiramente útil) de ‘lidar’ com a diferença: através do diálogo.

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