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08
Jan18

Etiquetas e estratégias

Ricardo Jorge Pereira

Um actor político português disse, há dias, o seguinte: «Ninguém pode ter a arrogância e a audácia de dizer com exactidão que sabe quais devem ser as políticas públicas nas várias áreas para os próximos 10 ou 15 anos».

Ou seja, um qualquer político que ouse defender um pensamento mais abrangente e elaborado para Portugal – por outras palavras, uma espécie de visão estratégica para o país e, portanto, de longo prazo – é, pura e simplesmente, ‘etiquetado’ de arrogante e de aventureiro e, pois, acolhido com má vontade pela generalidade dos seus colegas de ofício.

Pouco me interessa, de facto, saber quem foi, exactamente, o individuo que disse isto e a sua filiação partidária.

Interessa-me, sim, é dizer que acredito sinceramente que tal perspectiva poderá, com algumas nuances por certo, ser facilmente imputada a muitos funcionários políticos com funções legislativas e executivas em Portugal desde há muitos anos.

Sobretudo, pois, a partir do dia 25 de Abril de 1974 já que os desafios que desde esse momento se impuseram na vida do país nada tinham a ver com os de antes.

Baseando-me no que tenho lido e visto daquilo que se tem passado no mundo, não me parece que uma tal ausência de rumo seja, de todo, exclusiva da vida política portuguesa: não terá, seguramente, sido por mero acaso que o escritor franco-argelino Albert Camus tenha chegado a afirmar que «A política é constituída por homens sem ideais e sem grandeza»...

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