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17
Ago17

Fortalezas abaluartadas

Ricardo Jorge Pereira

Membros da agremiação francesa Association Vauban, especialistas em fortificações arquitecturalmente abaluartadas, visitaram, em Setembro de 2016, uma das infra-estruturas que integram o património da cidade minhota de Valença: a fortaleza.

Antiga estrutura militar com uma extensão de cerca de 5.5 quilómetros, a fortaleza de Valença, que conta com cerca de sete séculos de existência, foi uma das mais importantes no seio da estrutura defensiva portuguesa.

Nos dias de hoje, porém, a fortaleza de Valença não é já um equipamento que procura impedir o acesso de visitas “indesejáveis” mas, sim, conquistar visitantes: a fortaleza de Valença integra, juntamente com as fortificações de Almeida, de Elvas e de Marvão, a candidatura das ‘Fortalezas abaluartadas’ a património mundial da UNESCO (sigla inglesa para designar a United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, a organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura).

Na verdade, a cidade de Elvas é, em todo o mundo, aquela com o maior sistema de fortificações abaluartadas tendo, inclusivamente, sido distinguida pela UNESCO como “Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações” no final de Junho de 2012.

Ora, uma funcionária da edilidade de Elvas explicou-me, entretanto, que a cerimónia de apresentação de tal candidatura teve lugar no Forte da Graça, em Elvas, em Junho de 2016, e contou com a presença dos presidentes dos municípios envolvidos.

Adiantou-me, também, que todos os processos de candidatura de bens a património da humanidade eram acompanhados pela Comissão Nacional da UNESCO (organismo intermediário entre o Estado português e a UNESCO) e era esta que, de acordo com as directrizes definidas pelo Comité do Património Mundial da UNESCO, organizava todo o “calendário” do processo de candidatura.

Recordou-me, ainda, que Portugal só poderia apresentar candidaturas em 2018 uma vez que o mandato de Portugal como membro do Comité do Património Mundial terminará no fim deste ano de 2017.

Dado o meu interesse pelo património português e por todas as acções que poderão contribuir, na minha opinião, para a dinamização do mesmo - e, no fundo, para a sua protecção (e preservação)... - já que o entendo como uma parte importantíssima da chamada cultura portuguesa, só posso manifestar o meu contentamento por mais esta candidatura à Convenção do Património Mundial, Cultural e Natural adoptada pela UNESCO em 1972.

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