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25
Jul17

Liu Xiaobo

Ricardo Jorge Pereira

Precisamente no dia (18 de Julho de 2017) em que a Organização das Nações Unidas homenageou a figura de Nelson Mandela por toda a dedicação e luta que, ao longo da sua vida, consagrou à justiça e à igualdade entre todos os seres humanos, o já por mim citado várias vezes jornal South China Morning Post publicou, online, um artigo intitulado Why Liu Xiaobo is the role model that a modern China sorely needs.

Recorde-se que Liu Xiaobo foi um critico literário e um activista pela democracia na China – chegou a ser distinguido com o prémio Nobel da Paz em 2010 (estava já preso desde Dezembro de 2008) – que faleceu vitimado pelo cancro no passado dia 13 de Julho1.

Ora, cito um excerto do texto que li: «Em vida, Liu Xiaobo sacrificou a sua liberdade pessoal pela do seu povo no país mais populoso do mundo. E isso tornou-o num “espinho” para a liderança comunista. Tornou-se, com a morte, fisicamente livre mas o seu espírito não pode descansar em paz já que o seu desaparecimento conseguiu não apenas engrandecê-lo enquanto símbolo da luta do povo chinês pelos direitos humanos, pela liberdade e pela democracia mas, também, torná-lo numa ainda maior dor de cabeça para um governo autoritário».

Estou certo de que, tal como a figura de Nelson Mandela, também a de Liu Xiaobo inspirará milhões de pessoas a lutarem para tornar o mundo um lugar melhor.

 

1  Tornou-se, assim, depois da morte, no final da década de 1930, do pacifista alemão Carl von Ossietzky, preso às mãos dos nazis, na primeira pessoa agraciada com o prémio Nobel da Paz a morrer encarcerado.

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