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29
Jun17

Mudando a face agrícola de África

Ricardo Jorge Pereira

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (a FAO), o continente africano possuía, não até há muito tempo, menos de 50 tractores agrícolas por cada 100 km2 de terras aráveis.

Classificou, por isso, um dos seus mais populosos países – a Nigéria – no lugar 132 de um total de 188 países analisados no que à mecanização agrícola se referia.

Na verdade, pode afirmar-se que a ausência de meios mecânicos na agricultura do país se tem ficado a dever ao facto de muitos agricultores não disporem de meios económicos suficientes para poderem ter, por exemplo, o seu próprio tractor.

Foi perante este cenário agrícola, económico e social que foi criada, em meados de 2014, a Hello Tractor.

A empresa, criada por um cidadão norte-americano, propunha-se alcançar dois objectivos: 1) melhorar a segurança agrícola de toda a sociedade nigeriana e 2) aumentar os rendimentos dos agricultores do país modificando, de forma positiva, a “eficácia” no momento da preparação dos solos e, depois, no da colheita (as máquinas eram cerca de 40 vezes mais rápidas do que as mãos humanas...).

Funcionando a Hello Tractor como uma espécie de intermediária no aluguer de tractores devidamente apetrechados (“inteligentes”) entre aqueles, poucos, que deles eram proprietários e os agricultores que não os tinham, que eram e são muitos.

De facto, dada a desconfiança que a maioria das instituições bancárias locais ainda nutre por tal, por assim dizer, mecanismo agrícola, económico e social, a empresa tem vindo a conceder, também, empréstimos cujo reembolso será feito a juros baixos para que mais e mais agricultores nigerianos possam vir a ser proprietários de tractores.

Numa altura em que, ainda segundo a Organização das Nações Unidas, milhões de pessoas, sobretudo em África, estão a ser afectadas pela catástrofe que a organização considera ser a maior de carácter humanitário que o mundo já enfrentou desde 1945 e que este mesmo projecto irá ser “lançado”, ainda em 2017, no Quénia, resta-me desejar que todo o processo agrícola africano possa vir a ser beneficiado e, assim, melhorar todas as dimensões das sociedades do continente.

Bem merecem.

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