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18
Out17

O património subaquático português

Ricardo Jorge Pereira

Nunca li o livro “Portugal em ruínas” de Gastão de Brito e Silva.

No entanto, a preservação do património português é uma ‘causa’ que sempre defendi, que defendo e que defenderei.

É por isso que assisti, há dias, a uma reportagem da série “Linha da Frente” – emitida pelo canal 1 da RTP no início deste mês de Outubro – com o título Esmeralda Perdida.

Uma reportagem que procurava perceber como é que as autoridades portuguesas – o Estado – estavam a proteger uma parte do património histórico e cultural de Portugal: aquela que se encontrava submersa.

Aprendi que «Portugal assinou a Convenção da UNESCO [sigla inglesa para designar a United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, a organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura] para a Protecção do Património Cultural Subaquático e está obrigado a cooperar com os outros países».

Percebi, também, que nem sempre (quase nunca?) assim se passa.

Soube, enfim, que «A posição do MNE [sigla para identificar o Ministério dos Negócios Estrangeiros português] é a de Portugal não reivindicar espólios».

Porquê?

Penso que por incompreensão do quão é importante proteger o património histórico e cultural português e por uma razão que considero ser particularmente grave: uma espécie de negação de um determinado período da História de Portugal.

Ou seja, uma disfunção comportamental (“complexo de culpa”, por assim dizer) que origina o repúdio e a vergonha por um período da História em que Portugal se superiorizou – nos mares, bem entendido, pela primeira e única vez – a outras nações do globo.

Com repercussões no presente e no futuro do país.

Mas, como diz o outro, é o que temos...

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