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03
Jul17

O turismo chinês em Portugal

Ricardo Jorge Pereira

Segundo o secretário-geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), Taleb Rifai, o Turismo é um dos sectores que maior crescimento tem verificado nos últimos tempos: actualmente, o Turismo corresponde a 10% do produto económico mundial, a 7% das exportações1 e a 1 em cada 10 postos de trabalho.

Foram, na verdade, 1.2 biliões de pessoas aquelas que, em todo o mundo, em 2016, optaram por viajar.

Ora, oriundas da China foram 135 milhões.

Que gastaram, ainda segundo a referida OMT, 12% mais do que o que os turistas do Império do Meio tinham gasto no ano anterior.

Relembre-se, desde já, que, de acordo com as definições metodológicas adoptadas pela própria O M T, os indivíduos que fazem viagens de turismo são visitantes que se dividem em duas categorias, por assim dizer: os turistas, que são aqueles que ficam, pelo menos uma noite, em alojamento público ou particular, no local visitado e aqueles que, ao invés, viajam sem pernoitar – os excursionistas.

Tal ‘movimento de débito’ coloca os turistas chineses, desde 2012, no topo do ranking dos turistas mais gastadores no mundo.

De facto, esta “característica” dos turistas chineses em viagem pelo mundo não deixa, claro, de ter um impacto directo nas finanças de uma região e, até, nas de um país: por exemplo, de acordo com a Direction Générale des Enterprises, a França (que é, desde há muitos anos, o país que, em todo o mundo, maior número de turistas recebe) acolheu, em 2016, a visita de menos 8.7% turistas vindos da China quando em comparação com os números verificados no ano anterior tendo-se ficado pelos dois milhões.

Para benefício de outras paragens, certamente.

Em Portugal, o «Número de turistas chineses mais do que duplicou em três anos», noticiava, há meses, o jornal Público.

Foram, em 2016, 183 mil.

No entanto, uma das barreiras apontadas para esse número não ser superior ao que, efectivamente, tem sido, era a inexistência de voos aéreos directos entre Portugal e a China.

Mas essa barreira está prestes a ser removida: a partir de 26 de Julho (deste ano, 2017), a companhia aérea Beijing Capital Airlines (pertencente ao grupo chinês HNA que é accionista da transportadora aérea Azul e do consórcio Atlantic Gateway, vencedor do concurso de privatização da TAP) passará a ligar, três vezes por semana, a cidade da costa leste chinesa Hangzhou (capital da província de Zhejiang, uma das maiores “fornecedoras” de imigrantes chineses para Portugal) e Lisboa, a capital portuguesa.

Com uma escala na capital chinesa Pequim.

Assim, o jornal Negócios perguntou já «como fazer os chineses sentirem-se em casa?».

Respondeu Coral Chen, a responsável da referida Beijing Capital Airlines para Portugal: 1) «Pantufa no quarto»; 2) «Chaleiras eléctricas»; 3) «Sinalização em chinês»; 4) «Adaptador de energia»; 5) «Guia em chinês nas lojas»; 6) «Solução do unionpay»; 7) «Gentileza nas indicações».

Acrescento uma dica: cerca de 90% da população chinesa sofre de intolerância à lactose…

Bem-vindos!

1 O Turismo ‘inclui-se, igualmente, no capítulo das exportações porque as receitas que obtém têm origem em pessoas que vivem no estrangeiro.

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