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11
Jul17

Quo Vadis Europa?

Ricardo Jorge Pereira

Li, há não muito tempo, numa edição recente de um atlas das relações internacionais, que se assistia, no mundo, a um apagamento das identidades e que a emergência de referências à escala planetária – fruto da tantas vezes invocada globalização – não seria incompatível, apesar de crispações identitárias e do desenvolvimento de diferenciações locais e/ou regionais, com o apoio do Estado-nação como referência principal.

No entanto (poder-se-ia, talvez, dizer “Uma vez mais”), a realidade parece estar a contrariar algumas das parcelas da teoria (no continente europeu mas não só. Veja-se, por exemplo, o caso dos curdos no Iraque: votarão, no próximo dia 25 de Setembro de 2017, mais 3 milhões de pessoas de etnia curda para decidir da independência, ou não, da região chamada “Curdistão iraquiano”): todos podem assistir, por estes dias, a ‘movimentações’, mais ou menos explícitas, que pretendem consumar a separação política de um dado território de um país e, pois, legitimar a constituição de um novo Estado.

O País Basco, em Espanha; a Córsega, em França; a Escócia, no Reino Unido; a Flandres, na Bélgica;…

Por exemplo, realizar-se-á, a 1 de Outubro de 2017, um referendo na região espanhola da Catalunha.

Este referendo pretende reafirmar o sentimento independentista da região (ou, melhor dizendo, da maioria das pessoas que nela vivem).

Mas, diga ele o que disser, o seu destino está traçado: o governo central espanhol recusará reconhecer-lhe qualquer legalidade, jurídica e política.

E, por conseguinte, aos resultados originados.

Como, de resto, acontecera já à consulta popular realizada a 9 de Novembro de 2014.

Imaginemos, no entanto, por um só instante, que tal não sucederia.

O que se passaria, então?

Assistir-se-ia, desde logo, a uma provável ‘fragmentação’ do Estado espanhol e da Nação espanhola já que, noutras regiões, se poderia colocar a questão «se a Catalunha pôde seguir o seu caminho, por que não nós?».

Seria, pois, o fim da Espanha que sempre conhecemos.

E, depois, outras regiões, na Europa e no mundo, com ambições independentistas, ganhariam um apoio legalmente válido para a sua causa.

Ora, se o continente europeu conta, no presente, com cerca de 50 países (este é, apenas, um número aproximado já que a contagem da quantidade de países na entidade Europa está dependente de critérios geográficos, culturais e, até, religiosos…), quantos seriam no futuro, mais próximo ou mais longínquo?

Proponho que se comece por estudar a história da Europa...

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