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30
Abr18

Liberdade, igualdade e fraternidade. Onde estão??

Ricardo Jorge Pereira

Referi-me, a propósito do que aqui escrevi sobre o 25 de Abril, aos mecanismos pouco florais dos verdadeiros movimentos revolucionários e a um país do Norte de África – a Tunísia.

Creio, pois, fazer ainda sentido que o faça uma vez mais.

De facto, há quase duzentos e trinta anos que se deu a Revolução Francesa mas os seus princípios fundamentais insistem (ou alguém insiste por eles…) em não se afirmar plenamente na Europa do século XXI.

Liberdade, igualdade, fraternidade.

Começo pela igualdade: que tipo de igualdade social existe quando, por exemplo, as mulheres recebem um valor salarial (muito) inferior àquele que os homens arrecadam?

Em termos medianos, claro.

Fraternidade: que tipo de fraternidade social existe quando, por exemplo, muitos migrantes e/ou refugiados (que o são, muitas vezes, em consequência de políticas emitidas por instâncias europeias) são explorados, laboral e sexualmente, e discriminados com base nos seus hábitos culturais (desde logo no que se refere à religiosidade) e caracteristícas étnicas?

E, por fim, a liberdade: que tipo de liberdade social (e mental) existe quando a fraternidade e a igualdade são muito precárias – para não dizer inexistentes – em muitas sociedades na Europa (e no mundo, evidentemente)?

 

 

***

 

 

Estou recordado de ter lido, há já alguns anos, sobre uma conferência que, em Abril de 2012, decorreu na Tunísia (sob os auspícios da Organização Mundial de Turismo) – ainda ‘longe’, pois, da intervenção do Fundo Monetário Internacional que actualmente se verifica – e que acabou por sublinhar alguns ‘pontos’ que vieram a integrar o texto “Mediterranean states agree to further tourism cooperation at UNWTO conference”: «Os países mediterrânicos concordaram em incrementar a cooperação de forma a manter a região na liderança dos destinos turísticos mais visitados no mundo: (…) a área mediterrânica recebeu o número recorde de 306 milhões de turistas internacionais em 2011, quase 1/3 do total de turistas no mundo (980 milhões). Considerado isoladamente, o território mediterrânico é, de longe, o maior destino turístico no mundo».

De facto, a embaixadora da Tunísia em Portugal, Saloua Bahri, (representante, pois, de um dos países da “Bacia Mediterrânica”) referiu mesmo, em declarações ao programa radiofónico Visão Global (rádio Antena 1) difundido no final do mês de Outubro de 2015, que o sector turístico representaria cerca de 7% do Produto Interno Bruto (isto é, toda a riqueza produzida num dado país e num ano) da Tunísia em 2015.

A verdade é que o terrorismo acabou por destruir (ou abalar momentaneamente?) o turismo e essa queda terá sido uma das responsáveis pela referida Revolução do Jasmim.

27
Abr18

Forte da Graça, Elvas

Ricardo Jorge Pereira

«Foi o egrégio Conde reinante Guilherme de Shaumbourg Lippe, Marechal General, quem delineou no reinado de D. José I e em Abril de 1763 a planta desta notavel fortificação para honra, prosperidade e segurança da defesa do País.

O Conde de Lippe era menos um notavel estratégico do que um discreto organisador.

 

Foi o genial engenheiro, General Guilherme Luis Antonio de Valeré que sob sua direcção deu começo em Julho de 1763 a esta joia de arquitectura de engenharia militar, que levou 30 anos a construir empregando 6.000 homens e 4.000 animais.

O seu custo foi de 767.199$039 (Reis).».

26
Abr18

25 de Abril

Ricardo Jorge Pereira

Assinalaram-se ontem 44 anos do golpe militar de 25 de Abril de 1974.

Embora democrata e resolutamente antifascista, não consigo partilhar do ‘entusiasmo’ daqueles que chamam ao acontecimento “Revolução dos Cravos” pelo simples facto de acreditar que um movimento verdadeiramente revolucionário não pode ser feito com ‘flores’.

Veja-se, por exemplo, o estado de coisas em que vive a Tunísia alguns anos após a “Revolução do Jasmim”…

Cito, por isso, duas pessoas temporalmente separadas por mais de trinta anos: o grande músico/cantor e resistente José Afonso (Zeca Afonso) e o fiscalista e sócio da Espanha e Associados João Espanha.

 

«O 25 de Abril não foi feito (…) para aquilo que estamos agora a viver.

Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de Abril (…) imaginaram uma sociedade muito diferente da actual que está a ser oferecida aos jovens.

Os jovens deparam-se hoje com problemas tão graves – ou talvez mais graves que aqueles que nós tivemos que enfrentar – o desemprego, por exemplo, e por vezes não têm recursos. O sistema ultrapassa-os. O sistema oprime-os criando-lhes uma aparência de liberdade. Eu creio que a única atitude foi aquela que nós tivemos – nós, refiro-me à minha geração: de recusa frontal, de recusa inteligente (se possível até pela insubordinação; se possível até pela subversão) ao modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido com belos discursos, com o fundamento da legalidade democrática, com o fundamento do respeito pelos direitos dos cidadãos.

É, de facto, uma sociedade teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro que é imposta aos jovens de hoje».


Zeca Afonso” (em 1984, nas comemorações dos dez anos do 25 de Abril)



«Só uma pequena minoria endinheirada pode recorrer a um advogado mesmo que seja vítima de injustiça [do Fisco].».

 

João Espanha (no Jornal de Negócios em 12 de Abril de 2018)

24
Abr18

Uma vida fantástica

Ricardo Jorge Pereira

Libertou-se da eterna lei da vida (já que, como cantou Sérgio Godinho, «a morte chega sempre em vida») no início deste ano Edmundo Pedro, fundador e dirigente do Partido Socialista.

Lamento, evidentemente – como todas as mortes –, o falecimento desse cidadão.

De facto, o que me interessa abordar não é o percurso político de tal pessoa, nem o seu comportamento moral e ético até porque não o conhecia ‘directamente’.

O que me interessa, sim, é pronunciar-me sobre a frase que, um dia, terá dito Edmundo Pedro e que li na capa de um jornal que referiu a sua morte: «Tive uma vida fantástica».

Ora, acho, na verdade, fantástico que alguém – fazendo uma espécie de balanço – possa dizer que teve um percurso de vida fantástico.

Uma vida preenchida.

Não só de anos mas de experiências.

Confesso que ao ler essa frase supostamente pronunciada por Edmundo Pedro me lembrei de uma frase que tinha já lido e que havia sido escrita pelo poeta e pensador germânico Friedrich Schiller.

Depois de, claro, a ter traduzido a partir da tradução inglesa (já feita a partir do alemão): «Nunca ganharás a vida se nunca a arriscares»...

23
Abr18

Os escravos dos tempos modernos

Ricardo Jorge Pereira

Qualquer uma das (poucas) pessoas que faz o favor de ler o que aqui costumo ‘deixar’ saberá que este é um espaço livre.

Não me inibo, assim, de reproduzir textos (ou frases) que se enquadram naquela que é a visão que tenho do mundo.

De facto, li este artigo de opinião de Marco Silva (consultor estratégico e de investimentos) – “Escravos dos tempos modernos” – na edição online do Jornal Económico de há alguns dias.


«“A política não tem relação com a moral”, disse Nicolau Maquiavel, considerado por muitos como o pai das ciências políticas modernas, agraciado com uma palavra a si dedicada, maquiavélico, para definir a caracterização que fez dos políticos sem escrúpulos, nomeadamente na sua obra “O Príncipe”. O termo maquiavelismo identifica o sistema político baseado na má-fé, no oportunismo e na manipulação, com o intuito de obter e conservar o poder, pois é através deste que os seus seguidores obtêm o desejado fruto final: a fortuna.

É extraordinário como passados 500 anos a definição de Machiavelli está hoje mais actual que nunca, tal como referi no meu último artigo de opinião, o cidadão, eleitor, contribuinte, não passa de um lorpa, de um idiota útil na busca dos politiqueiros pela fortuna. Quis o destino que, nos últimos dias, viessem à tona mais uns quantos casos que validam isso mesmo.

Os 400 mil euros que Luís Montenegro (PSD) facturou a autarquias governadas por compadres do seu partido, os 322 mil euros que Ricardo Bexiga (PS) facturou a autarquias governadas pelo PS, ambos por ajuste directo. A compensação do Parlamento, entre 2.000 e 2.500 euros mensais, que recebem os deputados eleitos pelas ilhas, mesmo que não viajem, sem necessidade de apresentar comprovativo de voo e em acréscimo ao Subsídio Social de Mobilidade.

Para agravar o logro, todos se escudam no cumprimento da lei. Carlos César, um verdadeiro imperador do erário público, que conseguiu colocar mais quatro membros do seu núcleo familiar em tachos na administração pública, chegou mesmo a reivindicar que a compensação que recebe, mesmo que não viaje, é eticamente irrepreensível.

E também houve lugar para o chico-espertismo do deputado do BE, Paulino Ascenção, que renunciou ao mandato alegando ter pactuado com essa “prática incorrecta”. Só que Paulino tinha anunciado em Fevereiro que iria renunciar ao mandato caso fosse eleito coordenador do BE, o que veio a acontecer no início de Março. Pior que um intruja é um intruja chico-esperto. Não chega fazer de nós lorpas, ainda nos quer passar um atestado de idiotas.

A questão é muito simples. Quem faz as leis das incompatibilidades e de ética são os próprios prevaricadores, quem analisa as situações é da família dos prevaricadores (políticos), pelo que não admira que os esquemas sejam legais à luz da lei martelada. Citando Franklin Roosevelt: “na política nada acontece por acaso; se aconteceu podem ter a certeza de que foi assim planeado”.

E se, por milagre, algo sai fora das leis cozinhadas para a classe política fazer a sua vidinha, quem analisa e faz justiça? O Ministério Público e os Tribunais. E o que falta a ambos? Autonomia e recursos para o fazer. Outro incómodo para os partidos dá pelo nome de Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, que já veio dizer que não tem meios para cumprir as funções da nova lei do financiamento partidário.

Como extrair este cancro incrustado na sociedade portuguesa, o maquiavelismo? Logo à partida, importa tomar consciência da realidade, tal como Charles de Gaulle afirmou: “para se tornar no mestre, o político passa por servidor”. Ou seja, eles não estão para servir a causa pública, mas para se servir de si, de mim, de todos nós, os lorpas. Desde o 25 de Abril que o corporativismo político dos partidos ergueu muros quase intransponíveis para uma mudança. Portugal tem das piores e mais exigentes leis para a criação e manutenção de partidos, numa clara manobra para impedir a entrada de sangue novo e a mudança do statu quo.

Se pensa que ao votar está a eleger alguém que escolheu, desengane-se, está a eleger quem foi escolhido pelo sistema para ser eleito, o que faz toda a diferença do mundo. Não é uma escolha sua, é a validação de uma escolha feita por outros.

Por último, uma sugestão que está ao alcance de qualquer um e onde, por ora, ainda temos poder real, o de consumidor. Só o quarto poder (os media) conseguirá abanar este maquiavelismo, mas o sector, fruto de muita incompetência de gestão e compadrio com os partidos, está refém destes. Não todos, mas uma boa parte.

Liguem, escrevam, telefonem para as redacções a exigir investigação sobre a vida política. Leiam e partilhem essa informação. Ignorem os programas sem qualquer mais-valia de cidadania, como os big brothers, os desportivos diários ou os espaços de opinião dos politiqueiros. Exijam e vejam mais programas como o Sexta às Nove na RTP, as investigações da Ana Leal na TVI ou a Grande Reportagem na SIC, porque, no final do dia, são as únicas fontes de contra-poder com alguma eficácia.

Se não o fizerem, lembrem-se desta frase de Platão, um dos inspiradores de Maquiavel: “o castigo por não participares na politica é acabares a ser governado por quem te é inferior”. Inferiores mas não estúpidos, porque enquanto eles enriquecem, o contribuinte tem de suportar a maior carga fiscal dos últimos 23 anos, quais escravos dos tempos modernos.».

20
Abr18

Oliveira de Frades e o Monte da Lua

Ricardo Jorge Pereira

Foram muitas as palavras que já aqui deixei sobre o património cultural português.

Fazê-lo (para mim, claro) não é – nem nunca será – uma perda de tempo.

De facto, a Câmara Municipal de Oliveira de Frades (que ‘integra’ o distrito de Viseu) prepara-se para começar a inventariar o património arqueológico e histórico presente no concelho.

«Vamos fazer um inventário do património e, com isso, valorizá-lo e protegê-lo. Se ele não é conhecido, facilmente é destruído. Se é conhecido, já está debaixo da alçada e do olho das instituições», referiu-se na apresentação do projecto.

Espero é que este projecto ‘avance’ e que não seja mais um a ficar na gaveta, por assim dizer.

E porque, como disse, o património português, material e imaterial, é uma das minhas ‘causas’, não quero deixar de me referir a um local do meu país que, embora geograficamente muito distante de Oliveira de Frades, merece atenção e contemplação: Sintra.

De facto, o escritor Vergílio Ferreira disse um dia que era Sintra o único lugar de Portugal em que a História se fez jardim.

Um jardim mágico e místico.

Na verdade, os romanos chamavam à serra de Sintra Mons Lunae – o Monte da Lua.

No entanto, não é, pura e simplesmente, possível restringir o fascínio exercido por este local aos legionários oriundos da península muito depois designada de itálica.

De facto, estando o rei D. Manuel I (mais tarde ‘apelidado’ de O Venturoso) a caçar num dia de 1503, avistou a frota de Vasco da Gama que regressava da Índia. Assomado, então, por um pensamento religioso ligado à intervenção divina na acção dos Descobrimentos, decidiu mandar construir um mosteiro dedicado a Nossa Senhora da Pena em sinal de reconhecimento e de agradecimento.

Fez alguns séculos mais tarde D. Fernando Saxe-Coburgo-Gotha, no seguimento do seu casamento com D. Maria II, em 1836, uma visita a Sintra e ficou – também ele –, imediatamente maravilhado com o local: logo em 1838 começou o rei consorte de Portugal, D. Fernando II, a adquirir pequenas propriedades em redor do antigo mosteiro pertencente à ordem de S. Jerónimo que havia sido mandado erigir no reinado do já referido rei D. Manuel I, com o objectivo de criar um grande parque romântico – o Parque da Pena.

Esse processo de aquisição só terminou perto do ano de 1882 quando tal parque somava, então, cerca de 85 hectares.

Deu-se início, igualmente em 1838, à construção daquele que viria a ser o Palácio da Pena: começado a construir numa ‘união’ física com o já mencionado abandonado mosteiro, o Palácio da Pena pretendia ser uma homenagem ao passado de Portugal, a D. Manuel I e aos chamados Descobrimentos portugueses.

Tal explica por que razão devem o Parque da Pena e o Palácio da Pena ser entendidos como uma única entidade. Quer o Palácio, através dos estilos arquitectónicos adquiridos (românticos, neogóticos, neomouriscos, neomanuelinos, neo-renascentistas e neo-indianos), quer o Parque, composto por espécies oriundas de todos os ‘cantos’ do mundo, proporcionavam como que um encontro entre as culturas da Terra.

Ora, segundo o artigo “Parques de Sintra com mais 14% de visitas no primeiro semestre”, publicado na edição electrónica do jornal Público em meados de Agosto de 2016, os parques de Sintra tinham sido visitados por mais de um milhão de turistas nos primeiros seis meses daquele ano sendo que o Palácio Nacional da Pena havia sido o monumento mais procurado entre os viajantes estrangeiros e portugueses.

Escrevo algumas palavras mais para dizer o seguinte: a empresa Parques de Sintra – Monte da Lua, SA é quem gere, actualmente, o Palácio da Pena e o Parque da Pena. A empresa foi constituída em 2001 após a classificação, pela UNESCO, da paisagem cultural de Sintra. Integram-na a Direção-Geral do Tesouro e Finanças, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.

De facto, esta empresa foi a vencedora, em quatro anos consecutivos (2013, 2014, 2015 e 2016), da categoria de Melhor Empresa do Mundo em Conservação pelos chamados Óscares do turismo, os World Travel Awards.

19
Abr18

Ah, a imparcialidade

Ricardo Jorge Pereira

«Neutral», «isento» ou «equitativo».

São estes os significados que qualquer dicionário da língua portuguesa atribui a quem é (ou quer ser) imparcial.

Existem, até, profissões, como a de jornalista, que glorificam a imparcialidade e lhe atribuem um lugar de destaque no código deontológico que as regem (e, por extensão, a quem as exerce).

Ora, não foi neutra, nem isenta, nem equitativa a ‘introdução’ de uma reportagem televisiva que vi e ouvi no Telejornal da RTP1 a propósito da mudança política em Cuba com a saída de Raúl Castro e a entrada provável de Miguel Díaz-Canel para a presidência daquele país.

«A Assembleia Nacional de Cuba iniciou o processo de escolha do novo presidente do país. O novo ditador deverá ser o até agora vice-presidente»..., ouvi.

Atónito, diga-se.

Mas tratou-se apenas de mais um mau serviço à objectividade e, enfim, ao bom jornalismo.

 

 

***

 

 

Aproveitando as linhas que ‘dediquei’ à imparcialidade, à neutralidade, à isenção, à equidade e à objectividade não quero deixar de referir o seguinte: o magnífico Palácio de Cristal, no Porto, tem junto a si um busto acompanhado de uma legenda.

Reproduzo-a:

 

O segredo da felicidade está na liberdade.

O segredo da liberdade está na coragem!

 

Péricles

 

 

Adelino Amaro da Costa, (1943-1980), esteve presente no 1º Congresso do CDS que se realizou neste Palácio de Cristal, no dia 25/1/1975.

18
Abr18

A privacidade pública

Ricardo Jorge Pereira

Cerca de 640 milhões de fotografias são, todos os dias, registadas na Europa com recurso a smartphones.

É, talvez, verdade que muitos desses gestos são feitos com o simples objectivo de acrescentar quantidade a álbuns pessoais.

Mas não só.

De facto, aproximadamente 100 milhões de fotografias (e vídeos) são, todos os dias, colocados na rede Instagram e 300 milhões de fotografias (e vídeos, claro) são, a cada dia que passa, ‘postados’ no Facebook.

Ou seja, de pouco serve batalhar contra estas empresas em defesa da privacidade, por exemplo, quando se está perante tais números…

 

 

 

 

 

 

Post scriptum: li, há pouco, que a Câmara Municipal de Torres Vedras vai homenagear o malogrado ciclista Joaquim Agostinho através de um museu. É, creio, um justíssimo tributo que só “peca” por chegar tarde.

17
Abr18

De pequenino...

Ricardo Jorge Pereira

Ainda ontem aqui escrevi sobre Educação.

Recordei-me, entretanto, de uma resposta que me deu, há alguns anos, a directora do Jardim de Infância [JI] D. José da Costa Nunes (escola privada em Macau) a propósito de uma questão que lhe coloquei:

«Na maior parte dos JI ocidentais a criança aprende brincando, agindo, resolvendo problemas (ao seu nível), concretizando projectos. Nos Jardins de Infância chineses o ensino é mais directivo e formal: têm cadeiras individuais onde passam a maior parte do tempo e começam a aprender a ler e a escrever logo aos 3 às vezes 2 anos.

Os pais portugueses tb valorizam a literacia e numeracia e é verdade que as crianças parecem ganhar competências para tal cada vez mais cedo, mas nós educadores temos que ter cuidado para não queimar etapas e permitir, proporcionar, garantir que cada criança faz o seu desenvolvimento de uma forma progressiva.».

16
Abr18

Sem comentários

Ricardo Jorge Pereira

«Sabia que as pessoas residentes em Portugal tinham, no ano 2000, uma escolaridade semelhante à dos residentes na Alemanha do ano de 1930 ou na Roménia de 1970?

 

Fonte: Estudo “Benefícios do Ensino Superior” [Fundação Francisco Manuel dos Santos].».

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