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02
Out18

Como 'desviar' a atenção

Ricardo Jorge Pereira

A página Vivências Press|News (https://vivenciaspressnews.com/) publicou, há poucos dias, um texto a propósito da intervenção do presidente angolano João Lourenço na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.

De facto, «Centrando-se naquilo que, para si, deveriam ser as prioridades da ONU, João Lourenço chamou a atenção para questões que “podem pôr em causa a própria sobrevivência da humanidade”, como a “fome e miséria, o aquecimento global, as migrações em massa, o tráfico humano, a intolerância religiosa e o extremismo” ou “a proliferação e descontrolo das armas nucleares”. Relativamente a este último aspecto, o Presidente angolano reconheceu os avanços alcançados na “desnuclearização da Península da Coreia”.».

Ora, creio que os líderes políticos de todos os países deveriam primeiro “olhar para si próprios” e arranjar formas de combater eficazmente a «fome e miséria, o aquecimento global, as migrações em massa, o tráfico humano, a intolerância religiosa e o extremismo» e só depois preocuparem-se com a «desnuclearização da Península da Coreia», por exemplo…

01
Out18

Os cordéis estão sempre atrás do palco

Ricardo Jorge Pereira

O Jornal Económico publicou na sua edição impressa de 31 de Agosto passado um texto sobre o magnata norte-americano Sheldon Adelson – “O dinheiro por trás de Donald Trump”.

Neste, o jornalista António Freitas de Sousa escreveu, também, o seguinte: «aos 85 anos Sheldon Adelson ainda tem em mãos projetos importantes: não só quer continuar a “governar a Casa Branca”, como quer acabar com o seu grande concorrente nos negócios: o jogo online. Possivelmente, a segunda tarefa será bem mais difícil que a primeira.».

Ora, eu não teria colocado aspas à expressão governar a Casa Branca nem utilizado a palavra possivelmente.

Porquê?

Porque, como já aqui escrevi no texto “Os POTUS aprisionados”: «Gostaria (…) de transcrever algumas palavras escritas por Thomas Woodrow Wilson no seu livro The New Freedom em 1913 (publicado já depois de se ter tornado no 28.º presidente dos Estados Unidos da América (em inglês, President of the United States, ou POTUS).

Assim:

«Tornámo-nos num dos governos pior governados e completamente dominados e controlados do mundo civilizado. Não mais um governo baseado na livre opinião, em convicções e no voto da maioria dos cidadãos mas, na verdade, um governo formado pelas opiniões de pequenos grupos de homens e por eles condicionado.».

Não tenho, claro, quaisquer motivos para questionar a idoneidade de uma análise feita em livro por um presidente desse país.

Recordo, apenas, que estas palavras foram publicadas em 1913...».

 

 

 

Post scriptum: o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ‘rotulou’ muito recentemente o Irão como sendo o maior patrocinador do Terrorismo no mundo. Ora, eu, pelo contrário, tomando em consideração tudo aquilo que há anos tenho vindo a ler sobre essa ‘matéria’ (foram os Estados Unidos da América os criadores e, claro, financiadores dos taliban no Afeganistão então em luta contra a União Soviética, por exemplo) – incluindo, evidentemente, documentação desclassificada por alguns dos executivos norte-americanos –, tenho muito poucas dúvidas no que respeita à justeza em classificar os EUA como o primeiro patrocinador do Terrorismo e dos golpes de Estado (mais ou menos violentos) a nível mundial desde há muitos anos.

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