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16
Mar18

A bestialidade no desporto

Ricardo Jorge Pereira

Li, há dias, o seguinte: «Ana Catarina, guarda-redes de futsal do Benfica, recorreu às redes sociais para mostrar desagrado com o ocorrido no fim de semana no derby com o Sporting.

Adeptos encarnados, conforme foi percetível na transmissão televisiva (e que pode ver no vídeo em cima), entoaram cânticos ofensivos e contra a integridade física de uma adversária, que estava gravemente lesionada e a receber assistência, e ainda insultaram as jogadoras da casa quando estas pediram silêncio e respeito pela adversária.
«Este foi um dos momentos mais tristes enquanto atleta e benfiquista», escreveu a guarda-redes, que saiu do recinto de jogo em lágrimas.
».

Recordo, a propósito, que, ao passar, há pouco mais de um ano, junto ao núcleo do Sporting Clube de Portugal da localidade em que vivo, deparei-me com uma inscrição grafitada – Very light 96 – aludindo à morte de um adepto sportinguista no Estádio Nacional no jogo da final da Taça de Portugal em 1996.

Coloquei, desde logo, uma questão a mim mesmo: ainda que estivesse imbuído de um enorme ‘fervor’ clubístico, como é possível alguém celebrar a morte de uma pessoa?

Não consegui responder à questão nem creio que algum dia o venha a conseguir mas, por isso mesmo, invoco, agora, uma frase do escritor francês Hippolyte Jean Giraudoux: «O desporto é o único meio de conservar no homem as qualidades do homem primitivo».

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