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25
Jul18

A língua portuguesa na CPLP

Ricardo Jorge Pereira

Ainda ontem aqui abordei a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (a CPLP).

À semelhança, diga-se, do que fiz já em inúmeras ocasiões.

Ora, agora não será diferente.

Recordo-me perfeitamente da polémica que a ‘entrada’ da Guiné Equatorial na CPLP suscitou em Portugal: para além de ser um país que mantinha, no seu ordenamento jurídico, a pena de morte, era um país em que a língua portuguesa não era praticamente falada no dia-a-dia da esmagadora maioria da sua população.

Se concordei absolutamente com o facto de que ao permitir-se a entrada no seio da CPLP [um espaço que, como referi já, «se rege por princípios baseados no primado da paz, na democracia, no Estado de direito, nos direitos humanos e na justiça social»] a um país que fazia uso da pena capital não se estaria a contribuir para que a instituição CPLP se credibilizasse e melhor se afirmasse no mundo – mesmo que outros países se lhe pudessem associar como “membros observadores”... –, já não concordei com o facto de se ‘apontar’ que, na Guiné Equatorial, muito pouca gente (ou mesmo ninguém) utilizava a língua portuguesa quotidianamente e que, por isso mesmo, a sua ‘entrada’ na CPLP era injusta.

E não concordei por isto: por não achar que, noutros Estados já então membros da CPLP, a língua portuguesa fosse de “utilização universal” junto das populações de países como a Guiné-Bissau, Moçambique ou Timor-Leste.

Será que estava errado?

 

 

 

 

Post scriptum: lembro que a Guiné Equatorial esteve, durante cerca de três séculos, ‘ligada’ administrativamente a Portugal.

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