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03
Ago18

A toponímia de Lisboa: uma viagem pelo mundo

Ricardo Jorge Pereira

Recordo uma das coisas que diz o narrador do filme de Ivo Ferreira, “O Estrangeiro”: «Para ele, todo o mundo é o pequeno ponto onde vivemos. Cabe quase na palma de uma mão».

Ora, quem quer que actualmente circule por Lisboa conseguirá, muito facilmente, ouvir linguajares originários de muitos pontos do globo.

Mas existem outras dimensões deste cosmopolitismo (muito) anteriores à ‘vaga’ turística.

Na toponímia, por exemplo.

Podem, assim, encontrar-se, por exemplo, a «Praça de Espanha», a «Avenida do Brasil», a «Rua de Angola», a «Avenida dos Estados Unidos da América», a «Rua da Guiné», a «Avenida Rio de Janeiro», a «Rua Cidade de Cádiz», a «Rua Cidade do Lobito», a «Avenida da Índia», a «Rua Cidade de Rabat», a «Rua de São Paulo» (e a «Praça de São Paulo»), a «Rua de Moçambique», a «Rua Cidade de Cardiff», a «Rua da Venezuela», a «Praça de Damão», a «Avenida de Paris», a «Rua República da Bolívia», a «Rua de Manhiça», a «Praça de Malaca», a «Avenida do México», a «Rua Cidade de Manchester», a «Rua Cidade de Bolama», a «Rua da Ilha de São Tomé», a «Praça de Goa», a «Avenida do Uruguai», a «Rua Cidade de Benguela», a «Praça de Londres», a «Avenida de Pádua», a «Rua Cidade da Beira», a «Praça de Dio [ou Diu]», a «Avenida de Ceuta», a «Rua Washington», a «Rua de Macau», a «Rua de Marracuene», a «Rua Cidade de Bafatá», a «Praça de Bilene», a «Avenida de Madrid», a «Rua do Zaire», a «Rua Cidade de Liverpool», a «Avenida Cidade de Luanda», a «Rua Cidade de Bissau», a «Avenida de Berlim», a «Rua Vila de Bassorã», a «Rua de Timor», a «Avenida de Roma», a «Rua do Dondo», a «Rua de Buenos Aires», a «Rua de Cabo Verde», a «Rua da Ilha do Príncipe», a «Avenida Brasília», a «Rua Cidade da Praia», a «Rua de Chibuto», a «Rua Cidade de Nampula», a «Rua Cidade de Quelimane», a «Rua Cidade de Tete» ou a «Avenida das Nações Unidas»

 

 

 

 

 

Post scriptum: segundo pude ler na edição de Junho passado da Agenda Cultural de Lisboa, a rua de Buenos Aires deve o seu topónimo «não à capital da Argentina, mas de acordo com Gomes de Brito, porque era o “Sítio de Bonés Ares”, zona alta da cidade com “bons ares”.».

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