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03
Mai18

Amor à guerra

Ricardo Jorge Pereira

No texto que aqui deixei em Outubro do ano que passou – “Vale a morte mais do que a vida?” – escrevi o seguinte: «O sítio Global Firepower revela, todos os anos, a hierarquia dos exércitos convencionais do mundo a partir da análise de cerca de quatro dezenas de critérios. (…) Ainda assim, em 2017, - como habitualmente - o exército dos Estados Unidos da América é o mais poderoso do mundo até porque dispõe de um orçamento de 587 mil milhões de dólares».

Ora, a organização sueca Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI, na sigla inglesa) revelou, ontem, o ‘valor’ dos gastos militares no mundo.

Concluiu que tal montante aumentou em relação ao que existiu em 2016 e se cifrou em 1.7 triliões de dólares norte-americanos.

Ou, mais concretamente, 1739 biliões de dólares.

Tal representou 2.2% do Produto Interno Bruto (PIB) global e cerca de 230 dólares por cada ser humano habitante no planeta.

Explicou, por exemplo, que «os Estados Unidos da América continuaram a ocupar, em 2017, o lugar cimeiro entre os países que mais gastaram em equipamentos militares tendo esse valor, inclusivamente, equivalido ao que foi gasto pelos sete países mais ‘militarizados’»: Estados Unidos da América – 610 biliões de dólares; República Popular da China – 228 biliões de dólares; Arábia Saudita – 69.4 biliões; Rússia – 66.3 biliões; Índia – 63.9 biliões; França – 57.8 biliões; Reino Unido – 47.2 biliões; Japão – 45.4 biliões; etc.; etc..

Acrescento, por mera ‘curiosidade’, que os gastos militares de todos os 29 países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN é a sigla portuguesa e NATO é o acrónimo inglês) ascenderam, em 2017, a 900 biliões de dólares (ou 52% do total gasto no mundo).

Estou certo de que se não me levará a mal que me cite, novamente: «Destaco – do muito que se escreveu sobre esse acto e do que tive oportunidade de ler – um artigo assinado por Catherine Bennett com o título “After Vegas, why do we still treat the US as a civilised state?” que o jornal britânico The Guardian publicou, online, há alguns dias. Escreveu a articulista, por exemplo, o seguinte: «O líder de um país [e a sua “entourage”...] que tolera 93 mortes diárias por causa de armas de fogo (…) não está, obviamente, em melhores condições do que a renegada Aung San Suu Kyi [e não só…] para dar lições no ‘campo’ dos direitos humanos ou no da segurança global».

Já agora: e quanto se gastou, mundialmente, para combater a fome, a(s) doença(s), as desigualdades económicas e as alterações climáticas, por exemplo?

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