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28
Dez17

Arte na Quinta

Ricardo Jorge Pereira

Foi em meados do passado mês que li uma entrevista de Vhils (ou melhor, Alexandre Farto), «o artista português de arte urbana mais reconhecido lá fora».

Concordando que existe, actualmente, em Portugal, um mercado para a arte urbana, salientou que, no entanto, tal «não é sustentado apenas pelo mercado nacional. É um mercado que tem uma ligação muito forte com o mundo.».

Disse que, efectivamente, havia «muito interesse pela arte no espaço público.».

Lembrei-me, então, de ter assistido nas instalações do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), em Outubro deste mesmo ano, ao “2º Encontro do Grupo de Investigação Práticas e Políticas da Cultura do CRIA. Desafios do ‘turístico’ na atualidade”.

Uma das oradoras referiu que existia na Quinta do Mocho (em Sacavém, Loures) o maior museu de arte urbana do mundo.

Ou seja, um bairro que era uma espécie de galeria ao ar livre com obras de arte.

Alertou, porém, que era muito pouco visitado.

Mas, numa altura em que Portugal está na moda – expressão que já ouvi várias vezes e que se refere ao contexto turístico – e recebe a visita de milhões de pessoas, penso que seria interessante perceber por que razão (ou razões) os responsáveis pelo sector turístico no país têm divulgado tão pouco – ou nada… – do bairro.

Por, no fundo, não interessar mostrar um sítio que os turistas vissem como um exemplo concreto de uma política hipócrita e de guetos?

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