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29
Out18

As leituras do eleito

Ricardo Jorge Pereira

Jair Bolsonaro.

É este o nome da pessoa que ocupará, nos próximos quatro anos, a presidência do Brasil.

Mantenho, efectivamente, tudo o que já aqui escrevi há alguns dias: quem quer que viesse a ser o Presidente do Brasil nada mais seria do que mero ‘boneco’ nas mãos dos credores internacionais.

Independentemente disso (ou seja, dos testas-de-ferro supostamente escolhidos pelo voto popular), creio, no entanto, ser ainda relevante citar ‘pedaços’ de uma entrevista publicada na edição impressa do jornal Negócios (no pretérito dia 19 de Outubro) feita a Alexandre Schwartsman – economista brasileiro, ex-director de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil (entre 2003 e 2006) e ex-economista-chefe do banco Santander no país porque me parecem ajudar a explicar a eleição da ‘personagem’ Bolsonaro e porque penso que se estendem, por assim dizer, a muitos outros lugares (a Portugal, por exemplo).

Ou seja, porque permitem uma dupla leitura: uma interna e outra externa.

 

«a sociedade está profundamente doente e o Bolsonaro é a expressão da sociedade.»; «A gente não vai botar a culpa em Portugal. Tivemos 200 anos para mudar e a gente não mudou. A gente vai colher o que plantou.»; «Na verdade, a sociedade brasileira está desencantada com a democracia. Porque os resultados têm sido ruins. Porque a elite política deste país, de alguma maneira, frustrou as pessoas. Elas olham para a política e não vêem lá ninguém que as represente.»; «Ele [Jair Bolsonaro] será o próximo Presidente da República. Sem rigorosamente nada na cabeça. É uma pessoa desarticulada. Se a gente acha que a Dilma [Rousseff] era desarticulada – e ela é –, a gente não viu o Bolsonaro falar. Consegue ser pior.».

 

E sobre a eleição (também no dia 8 de Outubro) para o Congresso (órgão político e institucional semelhante ao parlamento português) brasileiro: «Só trocaram as moscas. É aquela história, o soldado que está ferido e alguém espanta as moscas. Por amor de Deus, aquelas moscas já estavam saciadas, agora você trouxe moscas novas. O pessoal vem com uma sede danada.».

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