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07
Set18

"Consciência tranquila"

Ricardo Jorge Pereira

Lembro-me de, numa peça televisiva emitida há já alguns meses, ter visto e ouvido uma testemunha num qualquer processo judicial citar um provérbio francês para demonstrar o seu estado de espírito em relação à sua ‘relação’ com esse processo: “A consciência tranquila é a melhor almofada”.

Concordo absolutamente com o ‘sentido’ de tais palavras.

Mas acho que tal ‘sentido’ dependeu, depende e dependerá sempre daquilo que para cada indivíduo é uma “consciência tranquila”.

Ou seja, para mim, o conceito de “consciência tranquila” – aquilo que ‘cabe’ na dita “consciência tranquila” – poderá não ser o mesmo que para qualquer outra pessoa.

De facto, segundo aquilo que já aqui escrevi no texto “Holocaustos e telhados de vidro”, «Efectivamente, uma das coisas que sempre me impressionou nesta barbárie [o Holocausto nazi] tem a ver com a dicotomia executantes-executados: como é que pessoas que participavam, activa ou passivamente, nessas atrocidades conseguiam, depois, no seu íntimo, ir à igreja e dialogar com Deus, cuidar do seu jardim ou tomar parte em actos familiares e sociais.».

Na verdade, tais carrascos também tinham a sua “consciência tranquila”...

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