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11
Jul18

D. Dinis, um homem de 'visão'

Ricardo Jorge Pereira

Volto a referir-me a D. Dinis.

Mais concretamente a duas dimensões da governação deste rei destacadas no pequeno texto que ontem citei: a cultura e o comércio.

Aproveitando, evidentemente, os ensinamentos de alguns manuais que me acompanharam no meu já longínquo percurso escolar.

A cultura:

 

«D. Afonso III foi o primeiro rei que se preocupou com o desenvolvimento das letras do País. Mas vai ser seu filho D. Dinis que, procurando responder às necessidades do Reino e para que os estudantes portugueses não tivessem de se deslocar para universidades estrangeiras, fundou em Lisboa [em 1295, se não me engano] um Estudo Geral ou Universidade que, mais tarde, se veio a fixar em Coimbra.

(…)

Quem soubesse ler e escrever bem, podia entrar para o Estudo Geral. Aí, havia alunos de todas as idades que estudavam Direito (Leis), Teologia ou Medicina.

A partir de D. Dinis cresce o interesse pela leitura entre os nobres e ricos mercadores, começando a aparecer as primeiras bibliotecas não pertencentes à Igreja.

É também no seu reinado que o português se torna língua oficial, deixando por isso os documentos de serem escritos em latim.».

 

E o comércio:

 

«O comércio marítimo mereceu, desde muito cedo, a atenção da Coroa que procurou apoiar os mercadores nacionais no estrangeiro, fomentar a construção naval e reduzir os ricos das viagens, através de diversas iniciativas:

- D. Dinis protegeu os comerciantes portugueses na Inglaterra e em Aragão, apesar de acusados de pirataria.

-Por iniciativa dos mercadores portugueses, D. Dinis aprovou, em 1293, a Bolsa de Mercadores, cujos fundos [eram] provenientes do pagamento de uma taxa fixa que incidia sobre todas as embarcações que carregavam nos portos portugueses (20 soldos os barcos com mais de 100 tonéis e 10 os de tonelagem inferior) se destinavam a subsidiar os negócios e as despesas judiciárias dos mercadores portugueses no estrangeiro.

- Em 1317, D. Dinis criou a primeira frota naval portuguesa com objectivos militares (protecção da costa) à qual concedeu o privilégio de comerciar com a Flandres, Génova ou outro lugar.».

 

Ora, a julgar por tudo quanto tenho lido a propósito de História de Portugal, creio ser de absoluta justiça afirmar que D. Dinis foi um homem (muito) à frente do seu tempo, por assim dizer...

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