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28
Mar18

Desviar atenções

Ricardo Jorge Pereira

Um dos assuntos do âmbito das Relações Internacionais que mais ‘espaço’ tem ocupado, nas últimas semanas, em boletins noticiosos de estações de rádio e de televisão portuguesas e na imprensa escrita (impressa e digital) que por cá se vai publicando diz respeito ao ataque físico de que foi alvo o antigo espião russo Sergei Skripal e a sua filha em solo britânico.

Não tardaram a surgir acusações (“Os Russos fizeram isto. São uns malvados...”) e retaliações (expulsões de diplomatas e ameaças de estabelecimento de novas sanções económicas, por exemplo).

Ora, o que me parece estranho é a ligeireza com que, sem provas concretas, se acusa um país – a Rússia – da tentativa de assassinato de uma pessoa.

Tal como, de resto, sucedera já com o homicídio do meio-irmão do actual dirigente da Coreia do Norte.

Quase que me chego a lembrar pormenorizadamente de algumas brincadeiras que (quase) todos cometemos na nossa infância e que consistiam em fazermos uma coisa ‘negativa’ e, depois, ‘inocentemente’ acusarmos um outro colega de o ter efectivamente feito com o objectivo de, muitas vezes, estigmatizá-lo e, enfim, prejudicá-lo no presente e no futuro.

Creio mesmo que é um expediente habitual nas Relações Internacionais o recurso, por manifesta má-fé, a este tipo de acções.

Aconselho vivamente todas/todos as/os que me falam neste fascinante ‘mundo’ das Relações Internacionais o visionamento de um documentário que já vi e que, penso, está ainda disponível na plataforma YouTube: “Zeitgeist”.

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