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06
Fev18

«Parece-vos bem isto, peixes?»

Ricardo Jorge Pereira

Assinalam-se hoje os quatrocentos e dez anos do nascimento de António Vieira.

Tornado, mais tarde, “padre António Vieira”.

 

«Em 1614, parte com os pais para o Brasil, fixando-se na Baía. Ingressa na Companhia de Jesus, em 1623. Em 1641, integra a embaixada de regozijo pela aclamação de D. João IV; granjeia grande prestígio como orador, em Lisboa. Nomeado para várias missões diplomáticas, convence as comunidades dos judeus residentes no estrangeiro a investirem capitais na criação da Companhia para o Comércio para o Brasil, a troco da isenção do confisco inquisitorial. Em 1652, regressa às missões do Maranhão. Prega o Sermão de Santo António, em 1654. Volta a Lisboa, onde prega o Sermão da Sexagésima, em 1655. Regressa ao Brasil, munido da lei que beneficiava a influência dos Jesuítas sobre os índios, mas uma revolta dos «moradores» do Maranhão contra os Jesuítas obriga-o a partir de novo para Lisboa em 1661. Alvo de várias perseguições durante o governo de Castelo-Melhor, é desterrado no Porto e, em 1667, é condenado pelo Tribunal do Santo Ofício ao internamento numa casa jesuíta, «privado para sempre de voz activa e passiva e do poder de pregar». No ano seguinte, na sequência da deposição de D. Afonso VI e da expulsão de Castelo-Melhor, é amnistiado e, em 1669, parte para Roma, onde obtém grande sucesso como orador. Aí combate o Tribunal do Santo Ofício, defende os cristãos-novos e luta a favor das missões no Brasil. Em 1674, a Cúria romana determina a suspensão dos autos-de-fé em Portugal, que dura até 1681. Por ordem de D. Pedro, o príncipe-regente, volta a Lisboa, em 1675. Sai o 1.º volume dos Sermões, em 1679. Tendo perdido parte das questões por que lutara em Roma, regressa definitivamente ao Brasil, em 1681. Na Baía, reescreve e organiza a edição completa dos seus sermões, servindo-se de confusos apontamentos que tinha. Morre com 89 anos, depois de rever o 13.º volume dos Sermões. Obras principais: Sermões, 15 vols. (1679-1748); História do Futuro (1718); Cartas, 3 vols. (1735 e 1746).».

 

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