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01
Mar18

Que implicações?

Ricardo Jorge Pereira

«Dois mil milhões de empregos vão desaparecer nos próximos 12 anos

 

 

O debate sobre as máquinas ocuparem o trabalho humano já saltou das telas dos filmes de ficção científica para a vida real.

Um estudo da DaVinci Institute, consultora americana dedicada à investigação sobre o futuro e que presta serviços para organizações como NASA e IBM, prevê o desaparecimento de dois mil milhões de postos de trabalho até 2030. Até 2025, a consultora Boston Consulting Group, prevê que cerca de um quarto dos postos de trabalho sejam substituídos por softwares ou robôs, enquanto um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta para que 35% dos atuais empregos no país corram o risco de serem automatizados nas próximas duas décadas. É mesmo motivo de pânico, de acordo com outra projeção, desta vez da PwC indica que nos próximos dez anos 48% dos trabalhadores nos Estados Unidos, cerca de 35% na Alemanha e 21% no Japão vão ser substituídos por máquinas. Com as máquinas, os robôs e a inteligência artificial a fazer atividades hoje em dia desempenhadas pelos humanos, irão destacar-se apenas os que trabalham na resolução de problemas, criatividade, imaginação, interação interpessoal e pensamento crítico.».

 

 

Foram estas as palavras que, há dias, li quando folheava as páginas de um jornal.

Palavras, diga-se, inseridas como publicidade de uma empresa que, segundo refere, «já colocou mais de 3.500 portugueses em universidades inglesas com propinas 100% financiadas pelo governo daquele país e que possui vários prémios que a reconhecem como a melhor representante de universidades britânicas no mundo.».

Ora, creio que mais importante do que ler um texto elaborado por um responsável de uma empresa ‘ligada’ à Educação com alguns erros (em vez de «Até 2025, a consultora Boston Consulting Group, prevê que cerca de um quarto dos postos de trabalho sejam substituídos...» deveria ler-se «A consultora Boston Consulting Group prevê que, até 2025, cerca de um quarto dos postos de trabalho venha a ser substituído...», por exemplo), são os dados transmitidos.

Que, de resto, não tive ainda oportunidade de confirmar…

Deixo, ainda assim, as minhas dúvidas/inquietações: assuma-se que, efectivamente, «Dois mil milhões de empregos vão desaparecer nos próximos 12 anos». Quantos irão, em contrapartida, ser criados? E quais serão as implicações sociais, económicas, políticas e culturais, por exemplo, de tais mudanças?

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